Operação de policiais penais causa impactos nos presídios — Divulgação
Depois que familiares dos presos do sistema penal no Estado decidiram se mobilizar para pedir a retomada do movimento normal nos estabelecimentos prisionais, alegando prejuízos em relação ao convívio especial, especialmente quanto às visitas e ao controle emocional entre os apenados, o Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso do Sul decidiu procurar a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no sentido de tentar sensibilizar a instituição quanto às demandas da classe.
Recebidos na tarde de sexta-feira (6), na sede da OAB estadual, em Campo Grande, pelo Secretário-Geral e Corregedor-Geral da Seccional de Mato Grosso do Sul, Luiz Renê Gonçalves do Amaral e membros da diretoria, os dirigentes sindicais André Santiago e Hernandes Alves mostraram a necessidade de o Governo regulamentar o cargo e a carreira do policial penal.
Luiz Renê Gonçalves entendeu que “a situação é grave e merece atenção dos envolvidos, em especial do Governo do MS no que diz respeito à necessidade de finalmente promulgar lei específica disciplinando o cargo e a carreira do policial penal. Trata-se de tema sensível e que impacta o sistema de justiça como um todo e traz inegável interesse da advocacia e da sociedade sul-mato-grossense”.
Para o presidente do Sindicato dos Policiais Penais André Santiago, essa foi a oportunidade de esclarecer os problemas que afetam o sistema prisional de Mato Grosso do Sul. “Viemos buscar o apoio da OAB/MS e apresentar de forma clara quais são as nossas demandas”, relatou ele.
Preso Tem Família
O movimento ‘Preso Tem Família’, composto por familiares dos apenados, está distribuindo uma carta em que pede “o imediato restabelecimento e a normalização do atendimento em todas as unidades”. Essa situação, segundo a carta, “afeta diretamente a atividade carcerária”.
Veja trecho da carta:

Entre os impactos diretos provocados pela redução do sistema de vigilância, decorrente da ‘Operação Legalidade’ desencadeada pelos policiais penais, os familiares dizem que os apenados sofrem com a falta de produtos nas cantinas, têm o banho-de-sol prejudicado, não podem trabalhar, o que afeta a condição de remissividade de penas e ainda ficam impedidos de acesso ao advogado.
O Governo do Estado ainda não se manifestou sobre o assunto.