PRF monitora carga de drogas apreendida
Pai e filho presos durante a Operação Rottweiler, desencadeada pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) junto com o SIG (o Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil de Dourados, estariam utilizando estradas de fazendas na região para o transporte de cocaína e maconha em caminhões e caminhonetes.
De acordo com o que repercute o site MidiaMax, o produtor rural Heitor Azambuja e o filho, o advogado Helder Azambuja, comandavam o esquema que fazia com que cargas milionárias cruzassem a 'rota sertaneja' levando maconha e cocaína para o centro consumidor de São Paulo. Na ação conjunta cinco pessoas foram presas.
“Eram bem estruturados e já agiam no tráfico de drogas há muito tempo. Para 'puxar o fio' dessa meada criminosa tivemos que fazer um trabalho de inteligência antes e que contou com a parceria do pessoal do SIG”, revelou o inspetor Waldir Brasil, chefe da Delegacia da PRF em Dourados.
Informações levantadas pelas duas forças policiais dão conta que a logística do tráfico começava na fronteira, passava por Dourados, seguia por outras cidades vizinhas até Santa Rita do Pardo, sempre em caminhões velhos e caminhonete e dentro de fazendas.
“Quando chegavam em São Rita eles transferiam as cargas para um caminhão mais novo e condições de rodar nas rodovias, até chegar em São Paulo, um dos principais centros de distribuição”, conta o delegado Erasmo Cubas do SIG.
O grupo já teria ligações com outras apreensões anteriores feita pela PRF, entre entras elas uma carga superior a 200 quilos cocaína e mais de 34 toneladas de maconha. A apreensão desta terça-feira (17) está estimada em cerca de duas toneladas.
Operação Rottweiler
Segundo a PRF, um caminhão Mecedes Benz Azul foi abordado em um sítio no Assentamento Mutum, município de Santa Rita do Pardo, carregado com grande quantidade de maconha. O Núcleo de Operações Áreas foi acionado após o caminhão ter sido avistado pela tripulação.
Os policiais apreenderam duas caminhonetes, uma F 250 cabine dupla, uma Toyota Hilux, o caminhão Mercedes Benz L 1620 e um caminhão Mercedes Benz 2213.
Operação foi batizada de Rottweiler, em virtude de os locais que a organização criminosa guardava os veículos utilizados para fazer o transporte do entorpecente, eram ‘cuidados’ por cachorros da raça.