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Homem mata mulher e incendeia o corpo

Sexto crime de feminicídio do ano ocorreu em Campo Grande

02 de março 2025 - 07h06 Por Com G1/MS
Homem mata mulher e incendeia o corpo Sexto caso de crime contra mulher registrado neste sábado — Reprodução

Gisele Cristina Oliskowiski, de 41 anos, foi morta a pedradas e teve o corpo queimado pelo marido, na noite deste sábado (1), no bairro Aero Rancho, em Campo Grande. De acordo com informações preliminares, o crime ocorreu durante uma briga entre a vítima e o suspeito.

Segundo a Polícia, a mulher foi agredida com golpes na cabeça e logo em seguida jogada em um buraco pelo seu companheiro, que ainda ateou fogo no corpo dela, encontrado carbonizado. O suspeito foi preso em flagrante.

Gisele é a sexta vítima de feminicídio em Mato Grosso do Sul em 2025

A lista

O primeiro feminicídio do ano aconteceu no dia 1 de fevereiro, em Caarapó, quando o ex-companheiro de Karin Corin, de 29 anos, atirou contra a jovem. Ele também matou a amiga de Karina, Aline Rodrigues, de 32 anos, que estava na loja onde as duas foram atacadas pelo homem que suicidou-se após o crime.

O segundo foi a indígena Juliana Dominguez, de 28 anos, morta a golpes de foice durante a noite. O principal suspeito de cometer o crime é o companheiro da jovem, que fugiu após o crime.

O terceiro caso é o da jornalista e criadora de conteúdo, Vanessa Ricarte, de 42 anos. Ela foi atacada pelo ex-noivo, Caio Nascimento, no dia 12 de fevereiro. A morte de Vanessa resultou em discussões sobre a reformulação da rede de atendimento às mulheres vítimas de violência. A jornalista foi morta após pedir medida de proteção contra o ex-noivo.

O quarto caso ocorreu sábado (22) passado, quando a jovem Mirieli Santos, de 26 anos, foi baleada pelo ex-marido, em Água Clara. O suspeito chegou a levar a mulher ao hospital, mas fugiu. A defesa do homem alega que o tiro foi acidental.

Emiliana Mendes, de 65 anos, foi a quinta vítima deste ano, na segunda-feira (24), no município de Juti. Segundo a polícia, o corpo da vítima foi encontrado em uma quitinete e teria sido arrastado pelo autor do crime até o local, na tentativa de forjar morte natural. Contudo, a suspeita é a de que a mulher foi esganada em um terreno baldio.