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Homem que matou a mulher não vai para a cadeia

Autor de feminicídio cumprirá pena em regime domiciliar

05 de novembro 2025 - 07h24 Por Redação Douranews
Homem que matou a mulher não vai para a cadeia Laurenci matou Domingas e vai cumprir pena em casa — Coxim Agora

O produtor rural Laurenci Antônio Farias, de 60 anos, condenado a 12 anos de reclusão pelo feminicídio da esposa, Domingas de Jesus Amorim Faria, de 56 anos, morta a tiros em Alcinópolis, vai cumprir a pena em regime domiciliar.

O fazendeiro já cumpria prisão domiciliar antes de ser levado a julgamento. Em agosto, chegou a ser preso, mas o juiz Bruno Palhano Gonçalves, que presidiu o júri, em Coxim, decidiu manter o regime até a decisão final do Tribunal de Justiça.

Crime e fuga

O crime ocorreu em 19 de novembro de 2023, na fazenda da família. Laurenci matou a esposa depois que a vítima pediu a separação. Eles estavam juntos há mais de 30 anos. Foram dois tiros: um próximo à orelha e outro no pescoço da vítima. Em seguida, ele ligou para o filho e disse ter cometido uma “besteira” antes de fugir. Foi o próprio filho quem encontrou a mãe morta, relata o portal primeirapagina.

Na residência, além da arma de fogo utilizada pelo suspeito, foram apreendidas outras treze armas longas, dois revólveres, duas caixas de chumbo, dezoito munições calibre 38 e trinta munições calibre 22. Dois dias após o crime, ele se entregou à polícia.

Julgamento

O julgamento teve início às 9h21 e se estendeu até a madrugada de sexta-feira (31), com encerramento por volta de 0h35, após um dia inteiro de sessão no Tribunal do Júri de Coxim. Durante o julgamento, foram ouvidas sete testemunhas, entre acusação e defesa.

O Conselho de Sentença acatou todas as teses do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Na sentença, o juiz Bruno Palhano Gonçalves destacou que o fazendeiro agiu de forma “fria, consciente e desproporcional” contra a esposa, em um ato de violência doméstica que não deixou à vítima qualquer chance de defesa. Ele também pegou mais um ano de detenção pela posse irregular da arma usada no crime. Foram mais de 15 horas de julgamento.