Mesmo com viatura na frente da casa, Gaeco não cita nomes — Marcos Morandi
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou nas primeiras horas desta terça-feira (25), por meio do Gaeco, o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, a quarta fase da Operação Successione, que teve como objetivo o cumprimento de 20 mandados de prisão preventiva e de 27 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo Grande, Corumbá, Dourados, Maracaju e Ponta Porã, além de outros alvos, nos estados do Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul.
Em nota oficial, divulgada no portal do MPMS, o Gaeco diz que as fases anteriores da Operação Successione revelaram a atuação "de uma organização criminosa armada, violenta, que se dedicava à exploração de jogos ilegais, corrupção e demais delitos correlatos", porém, não cita nomes de implicados na ação desta terça-feira.
Extraoficialmente, entretanto, repercutem as prisões do pai do deputado Neno Razuk, o principal envolvido na trama envolvendo o poder do jogo entre Dourados e Cam Grande, o ex-deputado e empresário Roberto Razuk e os irmãos do parlamentar, Jorge e Rafael, além do chefe de gabinete de Neno na Assembleia, Marco Aurélio Horta, o 'Marquinhos', envolvido com negócios para a família há mais de 20 anos. Imagens com viaturas na frente da casa do empresário circulam em vários ângulos.
De acordo ainda com a nota do Gaeco, porém, o grupo é "responsável por roubos com emprego de arma de fogo, no contexto de disputa pelo monopólio do jogo do bicho em Campo Grande, em razão do vácuo deixado após a operação Omertá", que atacou grupo da Capital que controlava o jogo ilícito.
Com a continuidade das investigações foi possível identificar mais 20 integrantes dessa organização criminosa, inclusive outros líderes, que atuavam para estabelecer seu domínio no jogo ilegal em Mato Grosso do Sul, onde já atuam em diversos municípios.
Os trabalhos executados nesta manhã contaram com apoio operacional das unidades do Gaeco ligadas aos Ministérios Públicos de Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul, além da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul por meio do Batalhão de Choque, o Bope (Batalhão de Operações Especiais)e da Corregedoria e Força Tática, acrescenta a nota.
Nome
O termo italiano “Successione” – que dá nome a operação, é uma referência a disputa pela sucessão do jogo bicho em Campo Grande após a operação Omertá.