Criminoso comanda tráfico de armas de dentro da penitenciária de Campo Grande — Reprodução
Ação conjunta da FICCO/MS (a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Mato Grosso do Sul (FICCO/MS) e o Gaeco nacional, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado Nacional do Ministério Público Federal, desencadeada nesta quinta-feira (29/), com a Operação Cesura, visa desarticular o canal de comunicação utilizado por uma das principais lideranças de organização criminosa de atuação nacional, custodiada na Penitenciária Federal de Campo Grande, para manter contato com integrantes da cúpula da organização em liberdade, por meio de sobrinhos.
As equipes policiais cumprem um mandado de prisão preventiva, dois de prisão temporária e dois de busca e apreensão, nos municípios do Rio de Janeiro e de Belford Roxo, no Rio de Janeiro. A prisão preventiva é cumprida na própria Penitenciária Federal, onde o investigado permanecerá custodiado. As medidas foram decretadas pela 3ª Vara Federal de Campo Grande.
A investigação teve início a partir de provas compartilhadas pelo Gaeco do MPF no Rio de Janeiro, obtidas no âmbito da Operação Red Fox, que apura o tráfico internacional de armas de grosso calibre e de drogas pela fronteira norte do país. A análise de dados de uma das principais lideranças da facção em liberdade, foragida da Justiça, revelou que dois familiares do líder preso atuariam como mensageiros entre ele e o grupo.
Segundo as investigações, um dos investigados visitava frequentemente a liderança presa em Campo Grande, após contatos com a liderança foragida no Rio de Janeiro. Mensagens indicam que integrantes da organização criminosa ainda reconhecem o custodiado como líder da organização.
Um dos investigados ocupa cargo comissionado em Câmara municipal de vereadores da Baixada Fluminense e adquiriu, nos últimos dois anos, patrimônio que se mostra, em princípio, incompatível com a renda declarada.
A FICCO/MS é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Militar em Mato Grosso do Sul, pela Polícia Penal estadual, pela Polícia Civil, pela Polícia Penal federal e pela Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande.