Buscar domingo, 25 de outubro de 2026
(67) 99913-8196
Dourados
21°C
pós-eleição

Diesel pode amanhecer segunda com alta de 50%

Prazo de subsídio ao preço da bomba vence após segundo turno

25 de outubro 2026 - 07h07 Por Redação Douranews
Diesel pode amanhecer segunda com alta de 50% Petrobras não confirma, mas diesel pode ter alta — Petrobras

O preço do diesel no Brasil pode sofrer um reajuste expressivo para entrar em vigor já nesta segunda-feira (26) após o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (25) em todo o país. A possibilidade foi levantada por analistas do banco Goldman Sachs, que estimam uma alta de aproximadamente 50% no valor cobrado pela Petrobras às distribuidoras em um cenário de mudança nos subsídios federais.

A projeção ganhou força com a valorização internacional do petróleo e a crescente diferença entre os preços praticados no Brasil e no exterior. Embora ainda não tenha sido, até este sábado (24), confirmação oficial de que a Petrobras aplicará esse aumento na segunda-feira, o percentual de 50% também não corresponde a uma previsão de reajuste equivalente nas bombas dos postos de combustíveis.

O que existe é uma combinação de fatores econômicos que pode pressionar a política de preços da estatal justamente quando o país encerra a disputa eleitoral. O sinal mais recente veio da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Dados referentes ao fechamento de quinta-feira (22) indicam que o diesel comercializado nas refinarias da Petrobras apresentava uma diferença média de R$ 3,53 por litro em relação ao preço de paridade de importação.

O indicador representa uma defasagem de 108% na metodologia utilizada pela entidade. Isso significa que o preço internacional de referência estava substancialmente acima daquele praticado pela estatal, considerando os parâmetros utilizados no levantamento. O valor também ultrapassou, ainda que por apenas um centavo, a subvenção de R$ 3,52 por litro destinada aos importadores de diesel.

A situação é consequência, principalmente, da valorização do petróleo internacional. O barril do Brent voltou a superar US$ 100 em outubro, impulsionado pelas tensões geopolíticas e pelos riscos à oferta mundial de energia. Quando o petróleo sobe, o custo de importação de derivados acompanha esse movimento. Se os preços domésticos permanecem estáveis, aumenta a distância entre o combustível produzido no país e aquele comprado no mercado internacional.

Essa diferença não determina automaticamente um reajuste. A Petrobras considera outros fatores em sua política comercial, incluindo condições de mercado, competitividade e alternativas de abastecimento.