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Foragido da Justiça, Neno é preso na Bolívia

Ex-deputado será extraditado para cumprir pena no Brasil

03 agosto 2026 - 08h06Por Redação Douranews

O ex-deputado estadual, Neno Razuk, foi preso pela polícia após abordagem de autoridades de trânsito na Bolívia. De acordo com a imprensa internacional, ele foi parado em uma blitz neste domingo (2) e, ao apresentar a carteira de habilitação, foi identificado como  foragido da Justiça.

Neno integrava a lista de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) depois que foi condenado sob suspeita de chefiar organização criminosa ligada ao jogo-do-bicho em Mato Grosso do Sul e não se apresentou para o cumprimento da pena superior a 15 anos a que foi sentenciado.

Agora, o ex-deputado será entregue para a polícia brasileira para cumprir a prisão solicitada pelo Gaeco, o Grupo de Atuação Especial De Repressão ao Crime Organizado, organismo do MPMS (Ministério Público do Estado) que condnuziu as investigações.

Operação

A quarta fase da Operação Sucessione, desencadeada no ano passado pelo Gaeco, prendeu 20 pessoas, incluindo o ex-deputado Roberto Razuk e os filhos, Rafael e Jorge Razuk. Ambos cumprem pena em regime fechado na PED, a Penitenciária Estadual de Dourados, enquanto o pai está em regime domiciliar.

A denúncia diz que a família comandou crimes de organização criminosa, roubos, corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal de estabelecimento e exploração de jogos azar, bem como de outras infrações correlatas, fundamentando nas investigações e elementos de prova que evidenciaram a atuação de cada um.

O Gaeco afirma que “a organização criminosa” é liderada pelo deputado Neno Razuk, que, a partir da exploração ilegal do jogo do bicho, passou a comandar crimes de toda ordem, entre os quais assaltos a mão armada e lavagem de dinheiro, objetivando ocupar o vácuo deixado com o desmantelamento da organização liderada pelo grupo liderado pela família do contraventor Jamil Name Filho, morto enquanto cumpria pena no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.