O ex-deputado estadual, Neno Razuk, foi preso pela polícia após abordagem de autoridades de trânsito na Bolívia. De acordo com a imprensa internacional, ele foi parado em uma blitz neste domingo (2) e, ao apresentar a carteira de habilitação, foi identificado como foragido da Justiça.
Neno integrava a lista de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol) depois que foi condenado sob suspeita de chefiar organização criminosa ligada ao jogo-do-bicho em Mato Grosso do Sul e não se apresentou para o cumprimento da pena superior a 15 anos a que foi sentenciado.
Agora, o ex-deputado será entregue para a polícia brasileira para cumprir a prisão solicitada pelo Gaeco, o Grupo de Atuação Especial De Repressão ao Crime Organizado, organismo do MPMS (Ministério Público do Estado) que condnuziu as investigações.
Operação
A quarta fase da Operação Sucessione, desencadeada no ano passado pelo Gaeco, prendeu 20 pessoas, incluindo o ex-deputado Roberto Razuk e os filhos, Rafael e Jorge Razuk. Ambos cumprem pena em regime fechado na PED, a Penitenciária Estadual de Dourados, enquanto o pai está em regime domiciliar.
A denúncia diz que a família comandou crimes de organização criminosa, roubos, corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal de estabelecimento e exploração de jogos azar, bem como de outras infrações correlatas, fundamentando nas investigações e elementos de prova que evidenciaram a atuação de cada um.
O Gaeco afirma que “a organização criminosa” é liderada pelo deputado Neno Razuk, que, a partir da exploração ilegal do jogo do bicho, passou a comandar crimes de toda ordem, entre os quais assaltos a mão armada e lavagem de dinheiro, objetivando ocupar o vácuo deixado com o desmantelamento da organização liderada pelo grupo liderado pela família do contraventor Jamil Name Filho, morto enquanto cumpria pena no presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.


Neno ainda queria ser deputado federal pelo PL - (Foto: Divulgação)




