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Riqueza dos MCs

PF apreende 55 carros de luxo, dinheiro e joias

Poze do Rodo e Ryan SP presos na operação Narco Fluxo

17 abril 2026 - 07h43Por G1

A Operação Narco Fluxo que a Polícia Federal (PF) deflagrou na quarta-feira (15) apara desarticular uma organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão provenientes do crime organizado, e que resultou na prisão dos funkeiros MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, além dos influenciadores Chrys Dias e Raphael Sousa (da página Choquei), teve ainda o confisco de um vasto patrimônio de luxo que servia para ocultar a origem ilícita dos recursos

A PF divulgou o balanço consolidado dos bens apreendidos:

55 carros de luxo e motocicletas (avaliados em mais de R$ 20 milhões);

120 armas e munições;

56 itens de joias e relógios (incluindo modelos da marca Rolex);

53 celulares;

56 mídias eletrônicas (computadores, tablets e notebooks);

R$ 300 mil em espécie;

US$ 7,3 mil em espécie (algo em torno de R$ 36 mil);

Documentos e registros financeiros.

Entre os itens de maior destaque estão uma Mercedes-Benz G63 rosa de R$ 2 milhões e uma réplica de um carro de Fórmula 1 da McLaren, encontradas na mansão de Chrys Dias. Na residência de MC Ryan SP, os agentes apreenderam um colar de ouro com a imagem de Pablo Escobar emoldurada pelo mapa de São Paulo.

Detalhes 

A ofensiva foi um desdobramento das operações Narco Vela e Narco Bet, realizadas entre 2023 e 2024, que já investigavam a exportação de drogas e o uso de apostas para ocultar valores. No total, 200 policiais federais foram mobilizados para cumprir 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão.

A ação ocorreu simultaneamente em oito estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás) e no Distrito Federal.

A 5ª Vara Federal de Santos, responsável pelo caso, determinou o sequestro de bens e o bloqueio de ativos dos investigados para evitar a dissipação do patrimônio.

Segundo a investigação, a organização utilizava o setor artístico e o entretenimento digital como fachada para "limpar" recursos ilícitos. O dinheiro tinha origens no tráfico internacional de mais de três toneladas de cocaína enviadas ao exterior, além de apostas em bets ilegais e rifas digitais clandestinas.

Após as prisões, as contas oficiais de MC Ryan SP e do influenciador Chrys Dias no Instagram foram retiradas do ar. O funkeiro, apontado como o artista mais ouvido do Brasil no Spotify, reunia mais de 15 milhões de seguidores na rede social, enquanto Chrys Dias somava mais de 14 milhões.

O que dizem as defesas

A defesa de MC Ryan SP afirma que o artista é íntegro, que todas as suas transações são lícitas e que os valores em suas contas possuem origem comprovada.

O advogado de MC Poze do Rodo informou que ainda não teve acesso aos autos, mas que se manifestará na Justiça para restabelecer a liberdade do cantor.

A defesa de Raphael Sousa sustenta que seu vínculo com os investigados é estritamente publicitário, referente à comercialização de espaço de divulgação digital.

A defesa de Chrys Dias não foi localizada até a última atualização desta reportagem.