A PF (Polícia Federal) lançou nesta quarta-feira (16) a operação Progeria, com o objetivo de acabar com uma quadrilha de fraudadores do INSS. Segundo a PF, em um ano o grupo conseguiu receber, indevidamente, R$1,5 milhão. A quadrilha agia em Minas Gerais, principalmente na região de Araguari, no oeste do Estado.
De acordo comas investigações, a fraude se iniciava nos cartórios de registro civil, onde um grande número de pessoas, dizendo-se ciganas e analfabetas, solicitava a confecção de certidões de nascimento extemporâneas e forneciam dados pessoais falsos.
Essas pessoas iam ao cartório mais de uma vez, recebendo certidões com dados diferentes, sempre acompanhados por duas testemunhas e uma terceira pessoa para assinar o pedido. Com as certidões em mãos eles se encaminhavam a órgãos públicos para a obtenção de carteiras de identidade, carteiras de trabalho, CPFs e títulos eleitorais.
Com a documentação em mãos, os fraudadores, então, se apresentavam ao INSS juntamente com o requerimento do benefício de prestação continuada ao idoso, previsto em lei. O delegado Emerson Gonçalves de Aquino, responsável pela operação, expediu 24 mandados de prisão temporária, um de condução coercitiva e 15 de busca e apreensão para residências em Araguari/MG.
Os acusados serão indiciados pelos crimes de estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica e uso de documento falso, conforme reportagem do portal Terra.







