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Governo insiste em mínimo de R$ 545 e prevê política de reajuste até 2014

07 de fevereiro 2011 - 16h48 Por Redação Douranews, com Agência Brasil
Governo insiste em mínimo de R$ 545 e prevê política de reajuste até 2014

O ministro das Relações Institucionais, Luiz Sérgio, anunciou nesta segunda-feira (7), em Brasília, que a política de valorização progressiva do salário mínimo não irá mais até 2023, apenas até 2014. “O governo avalia o envio de um projeto de lei que assegura uma política de valorização do salário mínimo até 2014 nos mesmos moldes atuais”, afirmou o ministro no após reunião de coordenação com a presidente Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto.

O atual formato para o cálculo do salário tem como base soma da inflação mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto) dos dois anos anteriores. Com relação ao valor, o governo insiste em R$ 545 e reitera que a conversa com as centrais teve foi “bem-sucedida” por garantir que a fosse mantida uma política contínua de valorização do mínimo.

“As centrais chegaram a levantar essa questão, mas o que se tem que acentuar é o seguinte: teremos uma política ou não? Se temos uma política, temos uma regra e se essa regra não pode ser quebrada. Por que aí nós estamos abrindo uma exceção perigosa, principalmente, para os trabalhadores porque se a regra pode ser quebrada, ela não é regra. Se temos uma regra estabelecida o valor será em decorrência dessa regra, que hoje seria R$ 545 mais em 2012 certamente será um reajuste de mais de 13%”, completou.

Uma nova reunião será realizada amanhã (8) entre ele e os líderes dos partidos da base aliada no Congresso para alinhavar os últimos detalhes do projeto que deve ser entregue até o fim desta semana, se houver acordo.

Segundo Luiz Sérgio, outros temas como cortes no orçamento e políticas para os aposentados não foram discutidos na reunião que focou os debates na questão do salário mínimo e contou com a presença dos líderes do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e da Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP). Apesar do valor da proposta estar longe do reivindicado pelas centrais sindicais (R$580), o ministro se disse "otimista com a perspectiva de negociação com os parlamentares."