Somente dois deputados federais de Mato Grosso do Sul votaram a favor do aumento do salário mínimo para R$ 560,00, ambos da oposição. Os outros seis votos de parlamentares do Estado foram contra o valor do reajuste, alinhados com o entendimento do governo, que quer fixar o salário em R$ 545,00. No total, 492 parlamentares participaram da votação.
A rejeição dos deputados foi referente à duas emendas que previam reajuste de R$ 560,00 (do DEM) e R$ 600,00 (do PSDB). Antes da votação das emendas do PSDB e do DEM, o plenário aprovou em votação simbólica (pelos líderes das bancadas) o texto básico do projeto de lei do Executivo que estabelece diretrizes para a valorização do salário mínimo entre 2012 e 2015 e fixa em R$ 545 o valor do novo mínimo.
Os deputados de Mato Grosso do Sul acompanharam o pensamento governista: Antônio Carlos Biffi (PT), Fábio Trad (PMDB), Geraldo Resende (PMDB), Giroto (PR), Marçal Filho (PMDB) e Vander Loubet (PT) votaram contra aprovação do salário de R$ 560,00, valor que estava sendo pleiteado pelas centrais sindicais.
Apenas dois deputados votaram pela aprovação dos R$ 560,00: Mandetta (DEM) e Reinaldo Azambuja (PSDB).
A votação foi o primeiro grande teste da capacidade de coesão da base governista na Câmara. Para entrar em vigor, a proposta necessita agora de aprovação no Senado, onde a votação deve acontecer na próxima semana. Se os senadores introduzirem modificações, a proposta terá de voltar para a Câmara. Do contrário, será enviada para sanção presidencial.