A permanência do voto proporcional (para deputado federal, estadual, distrital e vereadores) estará em xeque com a proposta do PMDB, defendida principalmente pelo vice-presidente da República Michel Temer, de implantar o majoritário.
De saída, a questão coloca em campos opostos PMDB e PT, os maiores partidos do Congresso. O PT defende o voto em lista, em que os candidatos a deputado são apontados para o eleitor pelo partido. Com isso, o PT quer manter o voto na legenda, um dos trunfos da sigla nas eleições.
Na oposição, o PSDB defende o voto distrital, em que as regiões são divididas em distritos e cada um escolhe, de forma majoritária, apenas um representante. Argumenta que desta forma os políticos ficam mais próximos dos eleitores.
O voto proporcional leva em conta não apenas o desempenho dos candidatos, mas também o de seus partidos e coligações. Para que um candidato bem votado seja eleito, é preciso que o partido também tenha recebido um número mínimo de votos, enquanto no majoritário quem recebe mais votos é eleito. Há um coeficiente para o cálculo.
"Nós teríamos uma espécie de distritão. São Paulo tem 70 vagas e os 70 deputados mais votados seriam eleitos", disse Temer, explicando que os Estados seriam distritos eleitorais.
O majoritário é usado nos pleitos para presidente, governador, senador e prefeito.