O conselho, que precisa ser aprovado pela Executiva do partido, foi a forma encontrada pela cúpula tucana para manter em evidência o candidato derrotado à Presidência da República em 2010, José Serra, que tenta viabilizar seu nome ao comando do partido com foco nas eleições presidenciais de 2014.
O governador de Goiás, Marconi Perillo, admitiu que "é importante abrigar os nomes do partido que estão sem mandato para que possam continuar contribuindo para seu crescimento". Ele negou, no entanto, que o "conselho de notáveis" vá reduzir o poder da direção do partido.
"É um grupo de assessoramento, formulação de ideias, mas com poder de decisão, composto por pessoas experientes que representam o conjunto partidário."
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, disse que o grupo definirá as prioridades e ênfases para que a oposição melhore o desempenho.
"Nada disso prejudica a direção do partido, ajuda", disse Guerra. "Os próximos anos, este e o próximo, são anos da organização interna, os anos da campanha serão depois. O PSDB precisa se desenvolver, de forma unificada, nas várias regiões e esse conselho vai ajudar nesse desenvolvimento."
"Ele, na verdade, vai promover a unidade efetiva do próprio partido. Vamos primeiro aprovar o conselho para depois ver a questão do próximo presidente", desconversou Guerra, que pleiteia se manter no cargo com apoio do grupo ligado a Aécio.