O vereador Gino Ferreira (DEM), juntamente com o governador André Puccinelli (PMDB) e o presidente do Sindicato Rural de Dourados Marisvaldo Zeuli, esteve em Brasília na terça-feira (05), onde participou de um movimento em defesa da aprovação do novo Código Florestal Brasileiro, em frente a Esplanada do Ministério.
Segundo Gino mais de 20 mil produtores rurais de todo o país participaram da mobilização e pediram a votação favorável do substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que estabelece nova norma legal para a proteção do meio ambiente. “Esta mobilização firmou o comprometimento de senadores e deputados quanto a aprovação do projeto. Eles compreenderam a importância e a eficácia do novo Código Florestal e sinalizaram o voto favorável”, informa Gino.
O vereador também destaca que a mobilização prova que os produtores rurais estão atentos às políticas ambientalistas e se propõem a colaborar com a preservação ambiental, mas em contrapartida, querem que suas reivindicações sejam atendidas. “A união do setor produtivo enfatiza a luta do segmento para garantir uma maior produtividade no país”, esclarece.
Para o Gino a política ambientalista que está em vigor tem barrado o crescimento da produção rural não somente do Mato Grosso do Sul, mas do Brasil. “O único país que cobra dos proprietários rurais uma política ambiental é o Brasil, outros países contribuíram muito para a destruição de nossas florestas e para estes não são estipuladas nenhuma política ambiental”. Ele ainda diz que “agora, os europeus, americanos, asiáticos ficam financiando políticas para prejudicar a nossa produção com desculpa de preservar o meio ambiente. Por isso, precisamos de um código coerente”.
Gino aponta que a proposta de Rebelo busca atender ‘grande parte das reivindicações’ dos produtores rurais do país e prevê a compatibilização da preservação do meio ambiente e das necessidades dos produtores rurais. “Em nossa avaliação só se preserva o meio ambiente com a conscientização e a colaboração dos proprietários rurais. Ele é fundamental nesse processo e, às vezes é colocado como bandido e isso nós não concordamos”, finaliza.
A votação do projeto está prevista para acontecer ainda no mês de abril.