Investigado por crimes de racismo e homofobia, o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) protocolou na tarde de hoje a sua defesa na Corregedoria da Câmara, onde é alvo de quatro pedidos de investigação, depois de responder à cantora e apresentadora Preta Gil que a possibilidade de seu filho relacionar-se com uma mulher negra seria uma “promiscuidade”, além de atacar homossexuais e afirmar que torturaria seu filho, caso o pegasse fumando maconha.
Afirmando que o documento de 13 páginas apresentado à Corregedoria não era uma defesa, pois não teria cometido qualquer crime, Bolsonaro disse que ele mesmo elaborou o que chama de “explicação”, argumentando que “equivocou-se” ao interpretar a pergunta de Preta Gil.
Quanto à acusação de homofobia, o deputado diz ser um "defensor da família brasileira" e diz que vai continuar lutando contra o “tsunami cor-de-rosa" no país. “A única coisa importante que aconteceu nesse episódio foi a gente conseguir denunciar o tsunami cor-de-rosa proposto pelo governo em escolas públicas do primeiro grau com a distribuição do 'kit gay'. Vou continuar a minha luta contra esse tsunami cor-de-rosa”, afirmou Bolsonaro.
O corregedor da Casa, deputado Eduardo da Fonte (PP-PE), terá agora 45 dias para analisar os pedidos de investigação contra Bolsonaro e os argumentos apresentados pelo próprio parlamentar. O corregedor deve decidir entre arquivar os pedidos ou enviar o caso ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Casa para que seja aberto processo por quebra de decoro contra Bolsonaro.