Em seu pronunciamento na tribuna, defendeu a criação de um novo modelo de reforma agrária, um modelo técnico e não ideológico com base na fiscalização e na reestruturação do INCRA. Destacou ainda, que os movimentos não devem ser feitos sem legalidade e que os governantes precisam despertar o interesse de uma reforma produtiva, pensando na fixação do homem do campo.
Segundo Zé Teixeira, “é necessário moralizar e passar a limpo a reforma agrária”, ao falar que hoje, o custo é de R$ 104 mil para assentar uma família e que os assentados deveriam ser mais bem selecionados para evitar pessoas mal intencionadas e que se utilizam da área para praticar crimes.
Ao relatar os problemas enfrentados pelos produtores rurais, o democrata fez a observação de que “a atual reforma agrária é uma esperança falsa, uma ilusão abstrata. Os legisladores criam normas sem saber do real sofrimento do homem da roça e das dificuldades enfrentadas pelo homem do campo, pois, para se produzir é necessário investimento e infraestrutura”.
Pequeno produtor do Assentamento Itamarati I, localizado no município de Ponta Porã, Altamir Flores concorda com a opinião do deputado: “É certo o que ele falou, é toda a verdade, tem que regularizar e dar crédito para o povo trabalhar”.
“Me orgulho de ser produtor rural, é a classe que sustenta o Brasil”, ressaltou o parlamentar ao final de seu discurso, demonstrando conhecimento quanto à realidade do homem do campo.