A assessoria do senador Delcídio do Amaral contestou as declarações do jornalista Ítalo Milhomem ao Portal Imprensa, encaminhando nota onde afirma que “diferentemente do que afirma o senhor Ítalo Milhomem ao Portal Imprensa, jamais o senador Delcídio concedeu a ele nenhuma entrevista, muito menos acerca do assunto objeto da matéria supostamente elaborada por ele. Aliás, se o senador Delcídio cruzar com o senhor Ítalo na rua, certamente nem saberá de quem se trata por não conhecê-lo pessoalmente”.
A nota diz ainda que “devaneia o senhor Ítalo Milhomem ao afirmar que a matéria teria sido publicada pelo Portal Terra porque havia "censura e medo por parte dos veículos locais" e que "A matéria está sendo censurada no Mato Grosso do Sul". O assunto "Operação Uragano" foi amplamente difundido, à época, por todos os veículos de comunicação do MS e se não publicaram a versão, repito, supostamente escrita pelo senhor Ítalo, é porque concluíram pela sua inconsistência”.
Mais adiante, a assessoria explica que “exatamente pelo inverso desse motivo, ou seja, por desconhecimento dos fatos concretos e apurados pela mídia do MS, o Portal Terra, sem cumprir, pelo menos neste caso, um preceito básico do jornalismo imparcial que seria ouvir o outro lado, acolheu o texto enviado pelo senhor Ítalo Milhomem e o publicou. O contato do senador Delcídio com a editoria do Portal Terra deu-se por iniciativa nossa, após a publicação da matéria, quando solicitamos que nos fosse dado o direito de resposta, o que de fato ocorreu”.
Ao final, a nota esclarece que “na segunda matéria do senhor Ítalo e também publicada pelo Portal Terra no dia seguinte, novamente o Terra descuidou-se ao não perceber a má fé do senhor Ítalo (ou de quem realmente redigiu a matéria) ao, flagrantemente, distorcer um trecho da nota oficial (que já havia sido publicada) com o claro propósito de provocar reação de quem comandou a aludida operação policial (alertei o repórter do Portal Imprensa sobre isso):
Trecho publicado na nota oficial:
"1 - O inquérito no qual a reportagem do Terra se baseou para escrever a matéria foi conduzido em segredo de Justiça em face da fragilidade das denúncias relacionadas aos parlamentares federais."
Trecho distorcido publicado na 2a matéria dando a entender que a afirmação acima alcançava toda a operação:
"...respondeu à nota do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), que afirmava que as denúncias descobertas na Operação Uragano são frágeis."
Portanto, acreditamos que este senhor está confundindo "liberdade de imprensa" com "irresponsabilidade de alguns da imprensa".
"A mesma democracia que permite que se publique qualquer acusação, ainda que infundada e irresponsável, permite também ao ofendido, amplo direito de defesa utilizando o pleno exercício da cidadania, direito de qualquer cidadão brasileiro, que é o de buscar a Justiça para reparar os danos causados".