Palocci disse que a Projeto atuava oferecendo palestras, consultoria econômica e assessoria de empresas em processos de fusão. Segundo Suplicy, o ministro receberia mais dinheiro se a união de empresas fosse referendada pelos órgãos de controle e se mostrasse um bom negócio. O senador petista disse ainda que o ministro não revelou quais seriam as empresas envolvidas nesse processo de fusão. Também sem citar nomes de clientes, o ministro revelou valores cobrados por palestras. Segundo Suplicy, Palocci disse cobrar de R$ 10 mil a R$ 20 mil por palestra e alegou ter exercido essa atividade com frequência, em especial em meses de recesso no Congresso e durante o período da crise financeira internacional que afetou o mundo nos anos de 2008 e 2009, quando o ministro teria aconselhado as empresas a evitarem investir em derivativos.