A crise que rói o prestígio do ministro Antonio Palocci (Casa Civil) produziu um deslocamento do eixo político do governo Dilma Rousseff. Depreciado na composição do ministério e submetido a um conta-gotas no rateio de cargos de segundo escalão, o PMDB ganhou súbita proeminência.
Dilma descobriu-se mais dependente do partido do vice-presidente Michel Temer do que gostaria. Viu-se compelida a ajustar prematuramente seus planos. Mandou desengavetar os pedidos de nomeação do PMDB. Transferiu de Palocci para o ministro Luiz Sérgio (Relações Institucionais) a tarefa de filtrar os nomes.