“Debatemos sugestões importantes, que inclusive já foram apresentadas em diversos fóruns em nosso estado e no Congresso Nacional. Uma delas é adotar em Mato Grosso do Sul a mesma solução encontrada para resolver a questão em Tocantins, onde um decreto assinado pelo ex-presidente Lula em 7 de dezembro do ano passado, considerou de interesse social duas áreas no município de Lagoa de Confusão para assentar o grupo indígena Krahô-Kanelas. As fazendas Retiro do Cocal e Lagoa do Jacaré foram desapropriadas, os antigos proprietários indenizados com recursos da Funai e os índios passaram a contar como novos locais para assentamento”, revelou o senador, que na próxima quarta-feira, 22 de junho, tem audiência marcada com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, para discutir o assunto.
“Vou levar ao ministro um conjunto de medidas que podem servir de referência na hora de se tomar a decisão sobre o que fazer em Mato Grosso do Sul. Eu não tenho dúvida que toda a bancada que representa o estado no Congresso Nacional vai estar alinhada para viabilizar os recursos necessários não só às desapropriações, mas também para garantir educação e saúde às etnias indígenas do nosso estado, cuja população é a segunda maior do Brasil”, destacou.
Para o senador, a questão tem que ser bem negociada, para atender tanto os interesses dos produtores quanto os dos índios.
“Existe a necessidade de se conservar a cultura e a história das etnias, mas não podemos , com isso, sacrificar ainda mais os produtores rurais que, em sua esmagadora maioria, ocupam essas terras há dezenas de anos de boa fé, ajudando a construir um estado e um país com oportunidades para todos”, ponderou Delcídio.