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Delcídio leva a ministro propostas para acabar com conflitos indígenas

15 de junho 2011 - 20h43 Por Redação Douranews, com Assessoria
Delcídio leva a ministro propostas para acabar com conflitos indígenas
O senador Delcídio do Amaral(PT/MS) se reuniu nesta quarta-feira, 15 de junho, em Brasília, com o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, e o professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Denis Rosenfield, para discutir propostas destinadas a solucionar definitivamente as disputas por terra envolvendo indígenas e produtores rurais em Mato Grosso do Sul.

“Debatemos sugestões importantes, que inclusive já foram apresentadas em diversos fóruns em nosso estado e no Congresso Nacional. Uma delas é adotar em Mato Grosso do Sul a mesma solução encontrada para resolver a questão em Tocantins, onde um decreto assinado pelo ex-presidente Lula em 7 de dezembro do ano passado, considerou de interesse social duas áreas no município de Lagoa de Confusão para assentar o grupo indígena Krahô-Kanelas. As fazendas Retiro do Cocal e Lagoa do Jacaré  foram desapropriadas, os antigos proprietários indenizados com recursos da Funai e os índios passaram a contar como novos locais para assentamento”, revelou o senador, que na próxima quarta-feira, 22 de junho, tem audiência marcada com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso, para discutir o assunto.

“Vou levar ao ministro  um conjunto de medidas que podem servir de referência na hora de se tomar a decisão sobre o que fazer em Mato Grosso do Sul. Eu não tenho dúvida que toda a bancada que representa o estado no Congresso Nacional vai estar alinhada para viabilizar os recursos necessários não só  às desapropriações, mas também para garantir   educação e  saúde às etnias indígenas do nosso estado, cuja população é a segunda maior do Brasil”, destacou.

Para o senador, a questão tem que ser bem negociada, para atender tanto os interesses dos produtores quanto os dos índios.

“Existe a necessidade  de se conservar a cultura e a  história das etnias, mas não podemos , com isso, sacrificar ainda mais os produtores rurais que,  em sua esmagadora maioria,  ocupam essas  terras há dezenas de anos de boa fé, ajudando a construir um estado e um país com oportunidades para todos”, ponderou Delcídio.