O ministro dos Transportes, senador Alfredo Nascimento, decidiu deixar o governo. Ele encaminhou na tarde de hoje (6) à presidente Dilma Rousseff seu pedido de demissão em caráter irrevogável. Nascimento também decidiu encaminhar requerimento à Procuradoria-Geral da República pedindo a abertura de investigação e autorizando a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal.
Alfredo Nascimento reassumirá sua cadeira no Senado "e a presidência nacional do Partido da República (PR) coloca-se à disposição de seus pares para participar ativa e pessoalmente de quaisquer procedimentos investigativos que venham a ser deflagrados naquela Casa para elucidar os fatos em tela", disse, em nota.
Veja a íntegra da nota divulgada pelo Ministério dos Transportes sobre a demissão do ministro:
"ESCLARECIMENTO
Brasília, 6 de julho de 2011.
O Ministro de Estado dos Transportes, senador Alfredo Nascimento, decidiu deixar o governo. Há pouco, ele encaminhou à presidenta Dilma Rousseff seu pedido de demissão em caráter irrevogável.
Com a determinação de colaborar espontaneamente para o esclarecimento cabal das suspeitas levantadas em torno da atuação do Ministério dos Transportes, Alfredo Nascimento também decidiu encaminhar requerimento à Procuradoria-Geral da República pedindo a abertura de investigação e autorizando a quebra dos seus sigilos bancário e fiscal. O senador está à disposição da PGR para prestar a colaboração que for necessária à elucidação dos fatos.
Alfredo Nascimento reassumirá sua cadeira no Senado Federal e a presidência nacional do Partido da República (PR) coloca-se à disposição de seus pares para participar ativa e pessoalmente de quaisquer procedimentos investigativos que venham a ser deflagrados naquela Casa para elucidar os fatos em tela."
O segundo
Nascimento é o segundo ministro a deixar o Governo Dilma em pouco mais de seis meses. O primeiro foi o ministro-chefe da Casa Civil, Antônio Palocci. Ambos caíram após denúncias de superfaturamento em negócios transacionados a partir da influência no Governo, desde o mandato do ex-presidente Lula. Os negócios de Palocci foram denunciados em reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" e de Nascimento, pela revista "Veja".