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Em abril, Dirceu pediu ao MPF para investigar grupo que o acusava

08 de julho 2011 - 19h16 Por Redação Douranews
Em abril, Dirceu pediu ao MPF para investigar grupo que o acusava

Em abril deste ano, após o desfecho do episódio que culminou com a invasão do prédio da sede da Funai em Dourados e a troca da administração do órgão, o vereador Dirceu Longhi, na época já acusado pela Polícia Federal de participar do movimento, divulgou “nota de esclarecimento” sobre o caso.

Ele sustentou, como ainda sustenta, que é favorável às articulações dos povos indígenas pelo direito à terra, bandeira do PT, partido ao qual pertence. O vereador disse também que estava sendo acusado por grupos de indígenas que não tiveram suas “vontades pessoais” satisfeitas por ele e que por isso iria solicitar ao MPF (Ministério Público Federal) que investigasse as atitudes dos que o acusavam de incitação ao movimento.

Veja a íntegra do movimento divulgado por Dirceu Longhi no dia 3 de abril deste ano:

“NOTA DE ESCLARECIMENTO

Como militante ativo do PT há mais de 20 anos, sempre apoiei os movimentos sociais e a luta de todos os trabalhadores, especialmente, a questão indígena. Como homem público, sou grato ao povo indígena, mais especificamente, aos índios da Reserva de Dourados pelos quase 600 votos que obtive no pleito eleito de 2008.

Diante do episódio envolvendo o acampamento e ocupação do prédio da administração regional da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Dourados, ocorrido em dezembro de 2009, declaro:

1 – Entendo como justa a luta dos indígenas pela substituição da então administradora.

2 – O fato da minha esposa ter sido convidada pela própria administradora da época, pelo Conselho Indigenista e por lideranças de diversas aldeias da região para assumir o cargo não significa que minha atitude, como vereador, seria de organizar e estar a frente do movimento.

3- A comunidade indígena tem sua cultura e tradição e não necessita da ação de não-índios para articular e desencadear seus próprios movimentos e lutas.

4 – O inquérito instaurado pela PF (Polícia Federal) para apurar a ocupação do prédio da Funai até determinado momento investigava os próprios indígenas que figuravam no movimento. Porém, inexplicavelmente, no começo deste ano, houve uma mudança de direção em virtude de depoimentos de lideranças envolvidas na ação, que, por não terem seus interesses pessoais atendidos por este vereador, redirecionaram seus posicionamentos e me acusaram.

5 – Respeito o trabalho investigativo da PF, mas quando fui ouvido disse que, da mesma forma que esses grupos me acusavam, outras inúmeras lideranças, que estiveram na ocupação e que não foram arroladas como testemunhas, sabem da verdade e, se ouvidas, não me responsabilizarão pela questão.

6 – Por tanto, compete a PF investigar o caso. No entanto, é dever do Judiciário apurar a veracidade das denúncias e julgar o caso. Por isso, solicitarei ao MPF (Ministério Público Federal) e a Justiça Federal a análise do histórico do grupo que me acusa de comandar a ocupação, ouvindo minhas testemunhas de defesa.

Dourados, 3 de abril de 2011

Dirceu Longhi - Vereador pelo PT”