"A sanção deste projeto equivale ao coroamento de um processo construído na Constituinte de 88 e que avançou muito no primeiro mandato do presidente Lula, em especial após a aprovação da Política Nacional de Assistência Social, em 2004", afirmou a presidente.
A declaração de Dilma, numa solenidade pública no Palácio do Planalto, contraria o famoso jargão "nunca antes na história deste País", marca dos discursos do ex-presidente Lula, que se notabilizou por não reconhecer as ações de seus antecessores.
Pouco antes da presidente discursar, a ministra de Desenvolvimento Social, Tereza Campello, fez um histórico das ações na área social e reconheceu o trabalho de Wanda Engel, secretaria de Estado de Assistência Social no governo do tucano Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e considerada, por representantes do setor, como uma das pioneiras na política de transferência de renda no País.
No discurso de quarta-feira, Dilma Rousseff ressaltou que a nova lei institucionaliza a política de assistência social, "que, de uma certa forma, já tinha começado há muito tempo". "Devemos todos ter muito orgulho dos passos que desenvolvemos até aqui", disse a presidente.
"Devemos ter muito orgulho de tudo aquilo que realizamos até agora. Mas, sobretudo, ter a consciência de que esses passos, esses desafios superados, essas realidades conquistadas, é que nos garantem que seremos capazes, sim, de resolver uma questão tão grave do nosso país, que é a redução da desigualdade e a superação da extrema miséria."