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Política

Após depor no Senado, diretor do Dnit é ouvido na Câmara

13 de julho 2011 - 15h08 Por Redação Douranews, com Terra
Após depor no Senado, diretor do Dnit é ouvido na Câmara

As comissões de Fiscalização e Controle e de Viação e Transporte ouvem, na manhã desta quarta-feira, o diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transporte (Dnit), Luiz Antonio Pagot, sobre as denúncias de um suposto esquema de corrupção e superfaturamento de obras no Ministério dos Transportes. O ex-ministro Alfredo Nascimento, apesar de convidado, não compareceu nem informou às comissões os motivos da ausência.

Tal como na fala aos senadores, Pagot iniciou seu depoimento na Câmara apresentando as competências do Dnit, as áreas de atuação e a necessidade de concretizar o plano de reestruturação do órgão. "Temos 1156 contratos de obras em execução e um número insuficiente de técnicos para fiscalizar", afirmou. Apesar das dificuldades citadas, ele destacou que tem havido melhorias em áreas como as estradas. "Em 2003, 65% das rodovias figuravam em condições insatisfatórias. No levantamento de 2010, 57% das rodovias foram consideradas em bom estado e apenas 13% se mantiveram em condições insatisfatórias", disse.

O líder do PR, Lincoln Portela (MG), disse que o ex-ministro pretende fazer um pronunciamento sobre o caso no dia 2 de agosto, no Senado. Nascimento reassumiu o mandato de senador depois de ter deixado o ministério por causa das denúncias. "(Ele vai se explicar) Depois, com calma, podendo organizar seus pensamentos. Ele disse que estava preparando um pronunciamento em que vai esclarecer ponto por ponto as acusações. Ele está pronto para esclarecer, inclusive já abriu seu sigilo", disse.

Na terça-feira, no Senado, Pagot falou às comissões de Infraestrutura e de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle. Aos senadores, ele negou que o Dnit seja um "feudo" do Partido da República (PR), ao qual é filiado, e acrescentou que a maioria dos servidores é concursada e não tem qualquer filiação política. Pagot também falou sobre os "ilícitos" em licitações, como sobrepreçom, garantindo que a prática tem sido combatida ano a ano pelo órgão, além de ter apresentado aos senadores um demonstrativo das fiscalizações feitas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), entre 2007 e 2009.