O deputado Antônio Carlos Arroyo (PR) anunciou ontem (12) que irá propor a criação de um feriado ou ponto facultativo no dia 11 de julho para resgatar a história de Mato Grosso do Sul. Em discurso na tribuna, o parlamentar diz que a data faz referência à criação do Estado de Maracaju, que existiu de 10 de julho a 2 de outubro de 1932, sem autorização da União, durante as agitações da Revolução Constitucionalista, e mais especificamente à sessão solene, realizada no dia 11 de julho, quando a sede do Governo foi instalada na Loja Maçônica Oriente Maracaju, na avenida Calógeras, entre a avenida Afonso Pena e a rua 15 de Novembro, em Campo Grande.
Na ocasião, o médico Vespasiano Barbosa Martins assumiu como governador e Artur Mendes Jorge Sobrinho como prefeito de Campo Grande. Os fatos foram resgatados em um artigo do procurador de Justiça e historiador Aroldo José de Lima.
“Assim como o gaúcho festeja o dia 20 de setembro como feriado estadual, em homenagem à República do Piratini, extraído da Revolução Farroupilha, criado nesse dia e que pendurou por quase uma década, nada mais justo do que tirar da enorme discussão acerca da confusão de MS com MT a criação do descanso em 11 de julho, para resgatar a rica história do Sul de Mato Grosso, conciliando, desta forma, diferenças históricas que, quando se divorciaram, o sul abriu mão do nome Mato, aliás, direito adquirido negado posteriormente por Brasília”, escreveu o historiador.
Na sessão de hoje, Arroyo ressaltou que o Estado de Maracaju “foi o embrião do que hoje é Mato Grosso do Sul”. O parlamentar também lembrou que é autor de um PEC (Projeto de Emenda Constitucional) com o objetivo de possibilitar a realização de plebiscitos para discutir assuntos como a mudança do nome do Estado.
Ele é um dos defensores da alteração, para acabar com a confusão com o vizinho Mato Grosso. “O plebiscito acontecerá com as eleições majoritárias, sem custo. Os documentos com o nome Mato Grosso do Sul continuarão valendo. As placas dos carros serão mudadas gradativamente”, justifica.
Segundo ele, o nome de Mato Grosso do Sul não foi discutido. “Foi uma canetada, um decreto do Ernesto Geisel que colocou como 1º governador do Estado um gaúcho (Harry Amorim Costa)”, lembrou o republicano.