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Política

Integrantes do PP criticam postura de Alcides Bernal

19 de julho 2011 - 21h52 Por Redação Douranews, com Assessoria
Integrantes do PP criticam postura de Alcides Bernal

Progressistas acusam o deputado de tocar política centralizadora e de desprezo a partidários

O PP (Partido Progressista) corre o risco de chegar em 2012 sem as mínimas condições de disputar as eleições municipais em Mato Grosso do Sul, por conta de uma política totalmente distorcida implementada na legenda, no campo das relações internas, pela atual comissão provisória estadual.

O alerta foi feito nesta terça-feira (19) pelo vereador Lídio Nogueira Lopes, do PP da Capital. Ele criticou a forma centralizadora adotada pelo presidente da comissão, deputado Alcides Bernal, que assumiu a legenda em junho e que estaria insistindo em um comportamento que caminha para desagregar o partido em MS.

Lídio sugeriu que Bernal tem praticado a mesma política centralizadora e com “ranço ditatorial” implementada por longos anos pelo ex-presidente do PP regional, ex-deputado federal Antonio Cruz, (hoje no PMDB), afastado do cargo por denúncias de mau uso de recursos do Fundo Partidário da sigla.

“No comando da comissão provisória do PP, Bernal tem adotado justamente a política implementada no passado por Antonio Cruz e que, por longo tempo, quando ainda era meu colega na Câmara de Vereadores da Capital, cansou de condenar”, criticou Lídio.

O vereador assinalou que, se continuar com o comportamento que vem adotando em relação à forma como o partido deve ser conduzido, o deputado tende a desagregar cada vez mais a legenda, ao invés de trabalhar para recompô-la. “Por conta desse comportamento dele, o PP corre o risco de chegar em 2012 sem quadros para disputar até mesmo as câmaras de vereadores,” advertiu Lídio.

Ele também lembrou que o partido corre contra o tempo para reestruturar seu quadro de filiados e escolher nomes com condições de se viabilizar para as eleições de 2012 e que, se persistir com um comando centralizador, chegará no próximo ano totalmente desestruturado.

O vereador, que faz parte da comissão provisória da legenda, lembrou que nem mesmo foi avisado ainda sobre a composição da comissão e desconhece, inclusive, os membros dela. “Desde que assumiu o PP, Bernal sequer convocou uma reunião com o partido para debater os rumos da legenda. Tudo está muito obscuro, estamos sem rumo”, definiu Lídio.

Ele falou também que nos próximos dias deverá se reunir com lideranças tradicionais do PP para encontrar uma saída para o impasse que envolve o novo comando da legenda e os demais integrantes da sigla, muitos deles antigos seguidores do partido no Estado e que hoje são ignorados pela nova direção.

Outras queixas

As queixas contra Bernal não estão restritas a Lídio e não envolvem apenas questões como a forma de condução do PP. Diversos outros integrantes da sigla reclamam de uma diversidade de outros problemas que cercariam o partido nessa sua nova fase em MS.

As reclamações também envolvem a forma como o atual presidente definiu os novos membros da direção regional da legenda, muitos deles com parentesco com o deputado ou atrelados ao seu antigo grupo político e sem nenhuma intimidade com a história da legenda progressista. Além disso, existem reclamações sobre a destituição, do comando da sigla, de membros históricos do PP estadual e sobre o atraso dos salários de funcionários da legenda.