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Política

Reeleição de Murilo deve reagrupar PT, PMDB, DEM, PTB e PSDB

14 de agosto 2011 - 14h36 Por Redação Douranews
Reeleição de Murilo deve reagrupar PT, PMDB, DEM, PTB e PSDB

O prefeito Murilo Zauith ainda não quer comentar o processo político-eleitoral que só deverá ganhar maior ênfase a partir do final deste ano, visando as eleições de outubro de 2012, mas nos bastidores já conta como certa a aliança com o PT, PMDB, DEM, PTB e PSDB, além, naturalmente, do novo partido dele, o PSB e, se conseguir se estruturar até lá, o renovado PSD.

A matemática é mais ou menos esta: o PT hoje significa o braço direito da Administração [ocupa importantes postos em vários níveis administrativos], a começar pelas funções designadas à vice-prefeita Dinaci Ranzi e, mais do que isso, é o partido que tem como referência o senador Delcídio do Amaral, nome ungido pela cúpula nacional e estadual para ser o candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul em 2014.

Na esteira dele vem o PMDB, PSDB e o DEM. O primeiro, comandado pelo atual governador André Puccinelli, principal avalista do projeto que elegeu Murilo nas eleições de fevereiro deste ano e fiador de um eventual acordo para os próximos quatro anos. Já os tucanos e democratas sempre caminharam afinados com o prefeito, que foi quem estruturou as duas legendas no Município.

PTB e PSD têm interesses isolados, através dos dirigentes Walter Carneiro e Ivan Louzada por um lado e Antônio João Hugo Rodrigues e Gilberto Kassab por outro; e, naturalmente, o PSB, atual partido do prefeito, acumula pontos no ranking nacional com o espaço a ser ocupado na segunda cidade do Estado.

Repetindo Brasília

O diferencial desse novo processo eleitoral é que o PMDB, a partir dos ensaios já protagonizados, vai querer ampliar os espaços na futura administração. Aí entra a disputa surda com o próprio PT, a exemplo do que já ocorre no plano nacional, guardadas as proporções obviamente, embora  seja visível a pré-disposição da presidente Dilma Rousseff em conviver bem com o PMDB, depois de enfrentar problemas localizados com a base aliada, incluindo alguns petistas rebeldes.