Nos primeiros seis meses de mandato na atual legislatura os deputados federais de Mato Grosso do Sul já gastaram R$ 1.170.636,40 da cota parlamentar, conforme levantamento feito pelo site “Rede Eleitoral”, criado nas redes sociais como suporte para a campanha do voto consciente no País. Nesses números não constam o salário de R$ 26,5 mil e nem os R$ 60 mil da verba de gabinete que cada um dos 513 deputados federais brasileiros têm direito.
A verba se refere apenas a despesas previstas como Ceap (Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar) que, de acordo com o site, é um valor disponível a cada parlamentar para o custeio das atividades relacionadas ao mandato. O campeão de gastos é o petista Vander Loubet, com R$ 179.197,02, sendo que desse total ele aplicou R$ 47.635,00 (ou 26,58% da verba) para a divulgação do mandato.
Os deputados douradenses aparecem em terceiro e quarto lugar no ranking, dentre os oito membros de Mato Grosso do Sul na Câmara Federal. Geraldo Resende gastou R$ 173.539,24 [R$ 54.770,00 (ou 31,56% dos gastos) com divulgação] e Marçal Filho declarou ter gasto R$ 155.523,86 [R$ 86.369,10 (55,53%) com divulgação].
Nesse mesmo período, um deputado de Brasília, José Antônio Machado Reguffe (PDT), conseguiu exercer as atividades de parlamentar gastando R$ 4.443,23 com a ressalva de que Reguffe, por ser deputado distrital, não gastou com passagens aéreas e fretamento de aeronaves,