O senador Waldemir Moka (PMDB) defendeu nesta terça-feira (6) uma política nacional para tratamento e recuperação de dependentes químicos. Em pronunciamento na tribuna do Senado, ele afirmou que as ações para atender aos viciados têm sido realizadas sem coordenação e objetivos.
Moka pediu mais apoio do Governo federal às comunidades terapêuticas. “Além da falta de apoio a essas entidades, há carência de profissionais envolvidos no tratamento de drogados, como psiquiatras, psicólogos, inclusive nas emergências”, afirmou.
O senador faz parte da Subcomissão Temporária de Políticas Sociais sobre Dependentes Químicos, do Senado. Moka explicou que a subcomissão vai realizar seminário no próximo mês para apresentar o resultado de quatro meses de trabalho.
Moka diz que a situação é tão ruim que viciados de Ponta Porã estão sendo tratados em leitos psiquiátricos da cidade vizinha de Pedro Juan Caballero, no lado paraguaio. “Ali ocorre situação inusitada. Sem leitos para atender aos dependentes, o município recorre à estrutura do país vizinho, mais pobre e carente de infraestrutura”, revelou.
Convênio e cursos
Segundo a secretária de Assistência Social de Ponta Porã, Doralice Nunes, os problemas só serão resolvidos se o Governo federal elaborar política nacional com ações imediatas para tratar dos dependentes químicos. Já a secretária de Trabalho e Ação Social do Estado, Tânia Garib, defende a liberação de recursos para as comunidades terapêuticas por meio de convênios e a criação de cursos de qualificação para reinserção no mercado de trabalho dos viciados em recuperação.
Em Mato Grosso do Sul, segundo a secretária, há 43 entidades terapêuticas trabalhando no tratamento e na recuperação de usuários de drogas. “Nenhuma delas recebe ajuda financeira do Governo federal para fazer esse trabalho social”, afirma.