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Novais diz a líder do PMDB que irá 'refletir' sobre permanência

14 de setembro 2011 - 16h50 Por Redação Douranews, com Terra
Novais diz a líder do PMDB que irá 'refletir' sobre permanência

O ministro do Turismo, Pedro Novais (PMDB-MA), informou nesta quarta-feira que irá "refletir" sobre o desgaste que vem sofrendo por conta de suspeitas de que teria utilizado dinheiro público para pagar serviços particulares. O relato foi feito a um dos principais aliados do ministro, o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).

Apesar da declaração, a demissão do ministro - o terceiro do PMDB a ser envolvido no meio de polêmicas - é dada como certa ainda para hoje.

"A decisão que ele tomar o partido vai apoiar. Ele é um político experiente, sabe os questionamentos que está sofrendo e deve tomar uma decisão. Ele não nasceu ministro. Por isso não deve ter nenhum tipo de problema para tomar uma decisão", disse Alves, que se reuniu como o ministro por cerca de uma hora no final da manhã.

"Se quiser permanecer, nós o apoiaremos. Se quiser sair, também terá o nosso respeito. Ele disse que ia refletir (...) e que hoje ainda me daria uma palavra", completou o líder. "Esse clima de desconforto que ele está vivendo só ele pode avaliar. Ser ministro é uma coisa provisória, mas o lugar não está desocupado."

Internamente, no entanto, com a deterioração da situação política de Novais, o PMDB, partido que controla a pasta, já deu início às discussões sobre o sucessor do político maranhense.

De São Paulo, onde esteve internado, o vice-presidente da República e presidente licenciado do PMDB, Michel Temer, acompanha as negociações e, segundo interlocutores, demonstrou irritação com as denúncias de que Novais teria utilizado irregularmente dinheiro público para pagar serviços particulares. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Novais teria usado um servidor da Câmara como motorista para a esposa e pago, com verba pública, uma governanta para sua casa.

Temer desembarca em Brasília por volta das 16h desta quarta-feira e deve coordenar diretamente a escolha do sucessor de Novais. A demissão do ministro do Turismo, conforme explicam fontes, não depende da presença de Temer na capital federal, mas a escolha do sucessor será diretamente coordenada pelo vice-presidente.