O PMDB de hoje está distante daquele de anos atrás quando as convenções nacionais eram contestadas por alas do partido na Justiça e podiam acabar até em pancadaria, como ocorreu em 1998, quando o ex-presidente Itamar Franco tentava conseguir o apoio dos peemedebistas para disputar a eleição contra o então presidente Fernando Henrique Cardoso.
Isso não quer dizer, porém, que o PMDB está completamente unido e que suas divisões internas não trarão dificuldades para o atual governo, como o qual está aliado formalmente com o vice-presidente Michel Temer.
Como costumam dizer os peemedebistas quando o assunto é a unidade da legenda: "é um partido grande demais para estar plenamente unido".
O líder da bancada na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), por exemplo, considera "razoável" que até uns 15 por cento dos deputados discordem das posições da cúpula.
Recentemente, por exemplo, um grupo de aproximadamente 35 deputados, de uma bancada de 80, causou preocupação ao Planalto quando ameaçou apoiar a abertura de uma CPI para investigar corrupção no governo caso não tivesse algumas demandas atendidas por Alves.
Eles reivindicavam mais debate interno para as decisões tomadas na cúpula do partido e conseguiram reverter uma escolha de Alves para relatoria da reforma do Código do Processo Civil.