“Se eu for transformar a Prefeitura em um cabide de emprego, desrespeitar a população que me elegeu, deixar de combater a corrupção, cuidar da cidade como as pessoas queriam, fazer o enfrentamento com os grandes problemas que Dourados tem, então não terá adiantado nada ter sido prefeito”. Assim o prefeito Murilo Zauith (PSB) se manifestou hoje (1), em entrevista na rádio Grande FM, sobre as tentativas de antecipação do período de discussões em torno das eleições do ano que vem.
Depois de ouvir a entrevista concedida pelo deputado George Takimoto (PSL), de que estaria sendo pressionado a disputar as eleições de prefeito em 2012, e que o PT e o PMDB estariam nesse projeto, além do próprio Murilo já ter firmado compromisso com o senador petista Delcídio Amaral para governador em 2014, o prefeito foi lacônico: “Essa é a opinião dele [Takimoto], eu ainda não estou falando em política, estou trabalhando e quero ser avaliado pelos políticos em maio do ano que vem”, reafirmou.
A data limite fixada pelo prefeito, maio de 2012, coincide com a véspera do início do período permitido pela Justiça Eleitoral para que os partidos possam escolher candidatos às próximas eleições municipais. Durante todo o mês de junho acontecerão as convenções partidárias para homologação das chapas e eventuais coligações partidárias. “Quero reunir todos os partidos e os políticos que me apoiaram e avaliar se esse é o jeito certo de administrar. Se a maioria entender que o Murilo não serve, não tem problema. Não nasci prefeito e não vou morrer prefeito, mas esse debate tem hora certa para acontecer, agora é hora de cuidar de Dourados e eu entendo que todos devem ter esse mesmo compromisso”.
Trabalho
Murilo também fez um relato da viagem a Brasília, falou do apoio que vem recebendo da bancada federal e da Câmara de Vereadores e das principais ações que vem colocando em prática para consertar a cidade. Admitiu que algumas regiões tem razão em reclamar que ainda não foram atendidas, mas prometeu que o trabalho será feito e vai chegar em todos os bairros, “de forma organizada e planejada; não vou sair por aí prometendo o que não pode ser feito, enganando a população”.