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Partidos levam até 3 vezes mais tempo que PSD para obter registro

10 de outubro 2011 - 15h11 Por Redação Douranews, com G1
Partidos levam até 3 vezes mais tempo que PSD para obter registro

A criação do Partido Social Democrático (PSD), do prefeito paulistano Gilberto Kassab, não foi a única novidade no quadro partidário deste ano pré-eleitoral. Mas sua formalização, em tempo recorde, destoa da realidade de outros dois novos partidos.

Uma das explicações para a rapidez da criação do PSD é a articulação política da nova legenda, que já conta com pelo menos dois senadores, 52 deputados federais - a terceira bancada da Câmara - e um assento no governo federal com a adesão do chefe do Conselho Público Olímpico, Henrique Meirelles.

A 29ª legenda brasileira, o Partido Pátria Livre (PPL), obteve registro na última terça-feira (4) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas levou quase dois anos para coletar as mais de 520 mil assinaturas admitidas pela Corte.

"Foram, no total, cerca de 1,25 milhão de assinaturas coletadas em todo o Brasil desde julho de 2009 a junho de 2011", disse o presidente do PPL-SP e secretário nacional de organização e comunicação, Miguel Manso.

O tempo contrasta com o poder de fogo do PSD, lançado em março deste ano e que, desde então, em pouco mais de seis meses, conseguiu levantar 538.263 assinaturas, das quais 514,9 mil consideradas válidas, em meio a acusações de fraudes como troca de assinaturas por cestas básicas, duplicidade de assinaturas e a inclusão de eleitores mortos na lista de apoiadores. A defesa do PSD sempre negou as irregularidades.

Enquanto o PSD já conta com grande representação no Congresso, o PPL diz avançar em cidades pequenas e médias, com apoio nos bastidores dos governos e em empresas estatais.

Com representação em 23 estados, a legenda destaca a filiação de José Luís Lago, ex-candidato a deputado federal pelo PPS e irmão de Jackson Lago, ex-governador maranhense, morto em abril deste ano.

Esgotado na última sexta (7) o prazo para as filiações dos interessados em concorrer nas eleições de 2012, o próximo passo, segundo Manso, é crescer para as eleições de 2014 com filiações, até o próximo mês, de deputados e prefeitos que não pretendem concorrer no próximo ano.

"Aí sim teremos outro crescimento grande, já que esses companheiros não têm a data fatal para a candidatura do ano que vem. Então, podem avaliar a adesão com mais tempo", disse. Ele não soube informar quantos filiados foram admitidos pelo partido até sexta.