Reportagem da revista Veja desta semana denunciou o suposto uso indevido do Depol (Departamento de Polícia da Câmara dos Deputados), que foi acionado por Policarpo para apurar eventual chantagem depois de três pessoas denunciarem à revista, há cerca de duas semanas, que teriam recebido dinheiro para arregimentar e transportar eleitores do deputado nas eleições de 2010.
Os três teriam sido indiciados por conta do transporte dos eleitores, e por isso teriam pedido a Policarpo um advogado e empregos, e não teriam sido atendidos.
"Usar a Polícia Legislativa em busca de um depoimento, uma intimação em nome da Casa é algo da maior gravidade. A Polícia Legislativa não foi feita para isso, é para cuidar do Parlamento, da integridade da Casa", disse o líder do PPS, Rubens Bueno (PR), após protocolar a representação.
De acordo com reportagem desta semana, Policarpo teria dito que conversou com Marco Maia antes de procurar o Depol.
Em entrevista à Reuters, o deputado Policarpo afirmou que "em nenhum momento" tratou do assunto com o presidente da Casa.
"Vieram umas pessoas aqui me chantagear e eu comuniquei o fato à polícia legislativa", disse Policarpo. "O trabalho deles (da polícia) é defender os deputados, o Parlamento. Como o fato ocorreu aqui, dentro do meu gabinete, achei melhor proceder dessa forma", explicou.
A reportagem da Veja afirma que o sem-terra Francisco Manoel do Carmo, o lavador de carros Edmilson Almeida Lopes e vigilante Paulo Batista dos Santos decidiram denunciar o suposto crime eleitoral ao não receberem o que pediam.
Procurada, a assessoria de imprensa de Marco Maia, não se pronunciou sobre o assunto e informou que o presidente não está em Brasília.