O aumento das pressões provocadas pelo inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) e a sucessão de novas denúncias de irregularidades no Ministério do Esporte levaram o ministro Orlando Silva a acatar o pedido feito pelo Palácio do Planalto e entregar o cargo. A notícia, antecipada nesta manhã pela coluna Poder Online, só foi confirmada pelo governo pouco depois das 17 horas. No entanto, líderes de partidos da base já haviam sido comunicados ontem sobre a provável demissão.
Ficou acertado, num primeiro momento, que a pasta será mantida sob comando do PC do B, mas a ordem dada foi a de não formalizar a decisão enquanto o substituto não fosse definido. Foram ventilados nomes como os do deputado Aldo Rebelo (SP) e do presidente da Embratur, Flávio Dino (PC do B-MA), e da ex-prefeita de Olinda Luciana Santos (PC do B-PE). Mas o governo manteve na mesa a possibilidade de a pasta ficar temporariamente nas mãos do secretário-executivo - hoje o posto é ocupado por Waldemar Manoel Silva de Souza (PC do B-RJ) - ou de um interino. Segundo líderes da base, a ideia é deixar a crise esfriar para fazer uma substituição definitiva em um cenário de menor tensão política.