O ex-presidente Lula foi diagnosticado neste sábado (29) com um tumor localizado na laringe. Ele está internado no Hospital Sírio-Libanês, Zona Sul de São Paulo. De acordo com a equipe médica que assiste o ex-presidente, o paciente está bem e vai começar um tratamento inicial com quimioterapia nos próximos dias.
O oncologista Rafael Kaliks do Hospital Albert Einstein afirma que o susto que as pessoas levam ao serem diagnosticadas com câncer é comum e explica que isso não é diferente quando se trata de uma pessoa conhecida, como o ex-presidente Lula.
Kaliks afirma que para tratar o câncer na laringe é preciso fazer uma biópsia para que o tumor seja analisado por um patologista. “Só o patologista dizendo qual o tipo de tumor, é que você vai poder estabelecer, com 100% de certeza, qual o tipo de doença você está lidando.
Hoje em dia, segundo o oncologista, o tratamento de todos os tipos de câncer é decidido por uma equipe multiprofissional, ou seja, não só o oncologista clínico, mas também um cirurgião, um radioterapeuta e de uma equipe de suporte. “O ex-presidente Lula certamente passou por uma avaliação nutricional, por um dentista e assim por diante. Só essa equipe completa pode dar a melhor atenção possível de maneira global para que cada paciente faça o tratamento mais individual possível”, explica.
Na opinião de Kaliks, a escolha dos médicos pela quimioterapia para tratar o tumor foi com a intenção de reduzir os efeitos colaterais do tratamento. “Quando você opera um câncer de laringe, você retira a função da fala”, diz.