"Já temos um candidato", disse o presidente nacional do PT, Rui Falcão, logo após anunciar a desistência da pré-candidatura dos deputados federais Jilmar Tatto e Carlos Zarattini, que abriram mão da disputa em favor da unidade do partido em torno do nome do ministro da Educação.
Com as desistências não haverá necessidade de prévia no partido, uma vez que outros dois pré-candidatos, os senadores Marta Suplicy e Eduardo Suplicy também abriram mão da disputa. O nome de Haddad é defendido desde o início pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Vamos estabelecer conversas com os partidos aliados, vamos ver quais são as atuações possíveis dentro de nosso campo político. Vamos compor uma direção de campanha apta a competir em condições de vencer. Temos condições de vencer com a experiência acumulada já no terceiro mandato no governo federal. Agradeço em meu nome todos os que me apoiaram na primeira hora e todos os que estão me apoiando agora", disse o ministro.
Ele disse ainda que não há data específica para saída do ministério e que essa ação dependerá de uma conversa que terá com a presidente Dilma Rousseff.
Jilmar Tatto disse que Fernando Haddad tem "capacidade de articulador". "Todos nós aprendemos muito nesse processo. Aprendi com os outros e também com o Fernando Haddad. Ele tem uma visão de cidade estratégica. O Fernando, com sua competência e capacidade de articulador, conseguiu uma maioria. Ir para a disputa iria esgarçar o partido. Só me resta abrir mão de disputar as prévias e unir forças", disse Jilmar Tatto.
O deputado Jilmar Tatto disse ainda que a candidatura de Haddad é "uma homenagem ao presidente Lula que está passando por um momento difícil".