O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, está sendo alvo de uma nova denúncia, apontando desta vez que ele teria sido funcionário fantasma na Câmara dos Deputados por quase seis anos. Ele teria sido lotado na liderança do PDT de dezembro de 2000 a junho de 2006. Neste período, porém, ele exercia atividades partidárias como vice presidente do partido.
Segundo matéria do Jornal do Brasil, funcionários do PDT em Brasília confirmaram que Carlos Lupi não aparecia no gabinete da Câmara, pois dedicava-se exclusivamente às tarefas partidárias.
Parlamentares afirmaram que nunca tinham ouvido falar que o ministro havia sido contratado pela Câmara nesse período. Lupi ocupava um Cargo de Natureza Especial (CNE) e recebia o maior salário pago a um assessor da sigla, que corresponde a R$ 12 mil por mês. As normas dizem que ocupantes desses cargos devem exercer funções técnicas e precisam trabalhar nos gabinetes. Alvo recente de denúncias, Lupi não faz referência a esse trabalho em sua biografia no site oficial do ministério.
Questionado, o ministro disse que de 1995 a 2000 exerceu "em alguns períodos, assessorias legislativas na liderança do PDT", omitindo a passagem pela liderança do partido de 2000 a 2006. Em 2002, segundo registros da Câmara, ele era assessor e não teria se licenciado para candidatar-se ao Senado, como prevê a legislação. Lupi negou e disse que cumpriu a lei.