Será na próxima quarta-feira (28), a posse do senador Jader Barbalho (PMDB). Após uma batalha judicial que se arrastou durante este ano, Barbalho acabou livre da Lei da Ficha Limpa, cuja validade para as eleições do ano passado foi derrubada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A posse de Jader Barbalho foi determinada pelo STF no último dia 14 de dezembro. O julgamento de seu recurso, contra a Ficha Limpa, foi iniciado em novembro, mas estava empatado em 5 a 5. O impasse foi desfeito pelo ministro Cezar Peluso, que usou o chamado "voto de qualidade", que permite ao presidente desempatar uma disputa.
Por causa do recesso, a cerimônia de posse de Jader Barbalho deverá contar apenas com a presença da Comissão Diretora, formada por integrantes da Mesa, presidida por José Sarney (PMDB-AP). O Senado só volta aos trabalhos no dia 2 de fevereiro.
A posse de Barbalho nesta quarta é o último requisito formal para ele assumir o cargo. Depois da decisão do STF, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará antecipou a diplomação para 16 de dezembro, três dias antes do previsto. Com a definição, o político publicou em sua página no Twitter uma foto do seu diploma e afirmou : "Como o tempo urge, e eu já perdi um ano de mandato, fui diplomado pelo TRE hoje mesmo", escreveu Barbalho no microblog no dia 14.
Com a posse, o PMDB, que já conta com o maior número de representantes na Casa, alarga sua bancada, passando a 18 senadores. A segunda maior bancada pertence ao PT, com 13 senadores.
Com a posse de Jader Barbalho, Marinor Brito (PSOL-PA), a quarta colocada na eleição, terá de deixar o cargo de senadora. Na quarta-feira passada (21), Marinor fez seu último pronunciamento na tribuna do Senado e disse que continuará "firme na luta pela ética e pela justiça".
"Por um lado, tenho o sentimento claro de dever cumprido; por outro, não posso deixar de registrar meu sentimento de indignação", declarou.
Ela afirmou ser uma política ficha-limpa e lembrou que foi eleita com o menor orçamento entre os demais colegas. "Em cada dia que passei aqui, dediquei-me a honrar essa delegação do povo do Pará; foram quase 800 mil votos com o menor orçamento de todos os senadores que aqui chegaram".
Desde que o STF decidiu liberar a diplomação de Barbalho, Marinor tem criticado o tribunal. Ela acusa o presidente, ministro Cezar Peluso, de ter desempatado o julgamento na "calada da noite".
Com informações do G1