Após a anunciada "faxina" em ministérios com suspeitas de desvio de recursos e a saída de sete auxiliares do primeiro escalão do governo federal, a reforma ministerial prevista para janeiro se tornou apenas "residual", informou a presidente Dilma Rousseff a lideranças partidárias. Depois de sofrer desgaste com as especulações de que pastas mais modestas, como a Secretaria de Pesca ou de Igualdade Racial, poderiam ser fundidas, Dilma descartou reduzir o número de ministérios e deverá promover trocas principalmente por conta das eleições municipais de 2012.
As pastas da Educação, com Fernando Haddad, e de Política para as Mulheres, com Iriny Lopes, por exemplo, são duas das que serão colocadas na mesa de negociações. Com os titulares disputando as prefeituras de São Paulo e Vitória (ES), respectivamente, ambas devem permanecer sob o controle do PT. O ministro da Integração, Fernando Bezerra, também deve deixar o governo por pretensões de disputar a prefeitura do Recife pelo PSB.
Na dança de cadeiras prevista para janeiro, lideranças partidárias ainda dão como certa a saída do ministro das Cidades, Mário Negromonte, que além de ter tido a pasta citada com suspeitas de corrupção, não conta com amplo apoio de seu partido, o PP, para continuar no cargo.
Apesar de ter anunciado a criação da Secretaria da Micro e Pequena Empresa em fevereiro deste ano, Dilma Rousseff não deverá, no entanto, consolidar o novo ministério na reforma prevista para janeiro. É que o Congresso Nacional ainda não votou o projeto de lei, enviado há nove meses pelo Executivo, para viabilizar a nova pasta. A empresária Luíza Trajano, dona da rede varejista Magazine Luíza, foi convidada para assumir o posto.