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Vander se solidariza com família de Maikon

30 de dezembro 2011 - 21h22 Por Redação Douranews, com Assessoria
Vander se solidariza com família de Maikon
De Brasília (DF), onde está visitando os ministérios do governo em busca da liberação de recursos para os municípios de Mato Grosso do Sul, o deputado federal Vander Loubet (PT-MS) manifestou hoje (30) pesar pela morte do menino Maykon Corrêa Andrade, de apenas nove anos, e se solidarizou com os familiares da criança.
“É um momento de silêncio, de oração e de solidariedade à dor e ao sofrimento da família desse menino”, afirmou Vander. No entanto, o parlamentar acredita que é importante a sociedade e as intituições que a representam cobrarem das autoridades a resolução da questão do lixão, até para que esse tipo de tragédia não volte a ocorrer.
“Essa situação poderia ter sido evitada se houvesse maior comprometimento do poder público municipal com a questão do lixão e com o acesso das pessoas ao local, especialmente as crianças. É muito grave que, numa cidade como Campo Grande – uma capital -, ainda tenhamos esse lixão, um problema que se estende há quase 30 anos, sem uma solução”, destacou o deputado, que acrescenta: mais grave que a existência do lixão é a falta de condições de segurança às pessoas que trabalham no local.
“Já passou da hora da Capital ter um aterro sanitário, que garanta todos os cuidados com a questão ambiental e permita, ainda, condições dignas de trabalho para os catadores por meio de cooperativas e de uma usina de reciclagem. Cidades do porte de Campo Grande já resolveram em definitivo essa questão do lixo urbano e não convivem mais com fatos tão lamentáveis como o ocorrido com o Maycon”, afirma Vander.
Problema antigo
O lixão de Campo Grande existe desde 1984 e mesmo após 27 anos, nenhuma administração no Município solucionou o problema, que sempre frequentou os noticiários da cidade. Até foi iniciada a construção de uma usina de triagem de lixo, mas faz oito anos que a obra se arrasta sem ser concluída.
A entrada de crianças sem qualquer controle por parte da Prefeitura já foi motivo de Ação Civil Pública movida em 1999 pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra o Município. O Executivo campo-grandense inclusive já foi multado em R$ 5,4 milhões por não cumprir uma sentença que exigia várias providências relacionadas ao depósito de lixo, incluindo o isolamento da área visando proibir a circulação de pessoas no local.
Depois de mais de uma década de tramitação e sem ter sido julgada em definitivo, o MPE e a Prefeitura firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no qual o município assumiu inúmeros compromissos para solucionar o problema da destinação dos resíduos sólidos da Capital e a questão social que envolve os trabalhadores do lixão. Contudo, o problema segue sem resolução.