Afilhado político do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, Bezerra passou a constar na lista de pré-candidatos à prefeitura ao transferir recentemente o domicílio eleitoral de Petrolina para Recife.
Na quarta-feira, em entrevista coletiva, Bezerra afirmou que a decisão sobre ser ou não candidato em outubro é de seu partido, mas que a preferência na chapa municipal cabe do PT.
Segundo um partidário do ministro, o desejo de Bezerra neste momento é permanecer à frente do ministério. Mas caso tenha que deixar a pasta por desgaste político, seria o candidato natural do PSB em Recife.
Nesta sexta-feira, o presidente do PT, Rui Falcão, divulgou nota em que afirma que "para o PT, o episódio está encerrado e não abala nem um pouco as relações políticas com o seu aliado, o PSB". A nota foi uma forma de desautorizar petistas que cobraram explicações públicas do ministro.
À Reuters, Falcão, que está em férias, afirmou que o partido quer esclarecer que não tem qualquer interesse no afastamento de Bezerra da pasta.
O líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), também afirmou que não há de parte do partido intenção de desestabilizar Bezerra e que o momento é de "desfazer especulações de fogo amigo" - isto é, de que o PT estaria tentando tomar a pasta da Integração Nacional do aliado.