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Petistas usam sessão solene para expor rachaduras internas

07 de fevereiro 2012 - 10h55 Por Redação Douranews
Petistas usam sessão solene para expor rachaduras internas

Os vereadores Elias Ishy e Dirceu Longhi e ainda o deputado Laerte Tetila, todos do PT, acabaram usando a sessão solene de abertura dos trabalhos da Câmara de Dourados, ontem (6) à noite, para expor a fragilidade das correntes internas do partido e especialmente a falta de sintonia quando o assunto é a sucessão municipal.

Voz isolada entre as correntes internas do PT contra a administração do prefeito Murilo Zauith, eleito pelo Democratas em uma coligação de 15 partidos, entre eles o próprio PT que indicou a vice Dinaci Ranzi, Ishy aproveitou a sessão para manifestar o desejo de que “nas eleições deste ano não tenhamos um candidato único, um único grupo de partidos; que outros nomes possam se apresentar para promover um debate mais democrático”. O vereador tentou ser candidato a prefeito nas eleições fora de época do ano passado, mas não conseguiu o apoio da legenda.

Em defesa da “democracia interna” do partido, o vereador Dirceu Longhi, líder de uma das tendências, também usou a tribuna para destacar a aprovação do grupo dele em relação à atual Administração. E para justificar a forma como os petistas debatem questões eleitorais. “Nenhum partido tem essa disposição para o debate como o PT, ali tudo é discutido e a proposta vencedora é acatada pelos demais”, afirmou Longhi, lembrando o processo de votação interna ocorrido no ano passado para aprovar a aliança com o atual prefeito.

Por fim, após anunciar que falava em nome da Assembleia Legislativa, e dos colegas douradenses naquele Parlamento [Zé Teixeira, George Takimoto e Lauro Davi], o deputado Laerte Tetila se disse “muito satisfeito” com a decisão que o partido adotou no ano passado. “No PT é assim, os delegados se reúnem, cada um tem o seu direito de voto. Foram 160 delegados reunidos que decidiram pelo apoio à aliança e à coligação que elegeu o Murilo”, explicou o deputado, acrescentando:  “e desta vez não será diferente”. Ficou a dúvida, se não será diferente a forma de escolha, ou o resultado da votação interna.