O prefeito Murilo Zauith disse que vai aproveitar a visita do governador André Puccinelli na segunda-feira (27) a Dourados para conversar com ele, também, sobre política. Em entrevista na rádio Grande FM, ele disse que a agenda a ser cumprida na cidade prevê a entrega de escrituras e a inauguração do novo espaço para o Ciat, mas haverá brecha para se falar de eleições.
“O que me chateia é ver políticos discutindo até a formação de chapas para disputar as eleições de 2014 e nenhum nome de Dourados entrar nesse debate. Nós não podemos ficar aqui discutindo questões internas, é preciso pensar de forma global”, disse Murilo, lembrando a participação recente que teve nesse projeto, quando foi vice-governador por quatro anos no primeiro mandato de André.
Segundo o prefeito de Dourados, Campo Grande sempre fez muito bem essa avaliação. Na capital do Estado, os políticos, mesmo ocupando lados e partidos diferentes, estão sempre bem posicionados na hora das eleições. “Nós, aqui, também temos que aprender a fazer esse debate, e construir um projeto mais consistente, planejado”, revelou.
Murilo lembrou, ainda, que está iniciando agora o segundo ano de mandato e dentro de oito meses haverá eleições. “Quer dizer, enquanto muitos prefeitos por aí estão terminando o segundo mandato, de oito anos, eu não vou ter nem dois”. Por isso, confirmou que vai começar a conversar com os demais partidos para discutir a própria sucessão. Murilo deve tentar um novo mandato.
Emendas, carnaval e ficha limpa
Durante a entrevista, o prefeito revelou dois momentos de indignação, fugindo do tom costumeiramente paciente. Foi quando falou dos recursos federais para execução de obras, reiterando que emenda parlamentar é contribuição para apenas auxiliar em projetos que são desenvolvidos pelo Município, “e hoje Dourados está preparada para cadastrar projetos e receber dinheiro em todas as esferas” e depois, sobre questionamentos a respeito da realização do Carnaval quando o Município poderia estar aplicando recursos em outras áreas como a saúde. “Todas as cidades podem fazer o Carnaval, só Dourados não pode?”, indagou, repetindo que “investimos 24% em Saúde, mais do que exige a Emenda 29, quem fala contra é porque está agindo de má fé”.
Ao se manifestar sobre a aprovação, pelo STF (Supremo Tribunal Federal), da exigência da Ficha limpa para os candidatos a partir das eleições deste ano, o prefeito disse que Dourados já tinha saído na frente. “As operações mostraram isso”, disse, citando os trabalhos da Polícia Federal que tiraram dos cargos vários políticos e agentes públicos investigados por envolvimento em denúncias de corrupção.