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Fronteira permanece vulnerável a traficantes, constata Moka

29 de fevereiro 2012 - 12h34 Por Redação Douranews
Fronteira permanece vulnerável a traficantes, constata Moka

O senador Waldemir Moka (PMDB) relatou ontem (28) os resultados de recente auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre o combate ao tráfico e consumo de drogas no Brasil. Moka deteve-se principalmente nos dados sobre a fiscalização das fronteiras brasileiras e a ação do tráfico de drogas nas fronteiras.

Para o senador, as áreas fronteiriças precisam ser mais bem vigiadas e fiscalizadas, pois nessas áreas o tráfico de drogas ainda é intenso. “Parece-me que essa questão da fronteira, por onde entram as drogas, está merecendo um cuidado maior”, afirmou.

De acordo com a auditoria do TCU, segundo Moka, é fácil concluir que a estrutura de pessoal da Polícia Federal, apesar de competente, não consegue garantir a integridade de todos os 16.886 quilômetros de fronteiras brasileiras com um total de dez países sul-americanos.

“A quantidade de servidores da Polícia Federal na região de fronteira, de acordo com a auditoria, tem se mostrado insuficiente para atuar no combate ao tráfico de drogas”, resumiu.

A Polícia Federal, conforme apurou o senador, tem 26 unidades na extensão fronteiriça; são 898 agentes, 155 delegados, 296 escrivães, 69 peritos e 21 papiloscopistas, num total de 1.439 policiais para toda a fronteira.

“O percentual é muito pequeno em relação à extensão e fica muito claro que é por essas fronteiras que acaba o Brasil sendo vulnerável ao tráfico e é por aí que entra a maioria dessas drogas”, disse.

A maior parte das drogas do exterior entra no Brasil pelas fronteiras da Colômbia, Bolívia, Peru e Paraguai com os estados do Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Acre e Amazonas, segundo levantamento da Polícia Federal.