O Senado rejeitou ontem (7) a recondução de Bernardo Figueiredo à diretoria-geral da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), após longa discussão na qual diversos senadores acusaram Figueiredo, indicado para o cargo pela presidente Dilma Rousseff, de estar sob suspeição devido a irregularidades apontadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União). A votação terminou com 36 votos contra a recondução, 31 a favor e uma abstenção.
O principal opositor de Figueiredo foi o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que falou diversas vezes sobre os processos aos quais ele responde. Requião acusou o ex-diretor da ANTT de ocupar o cargo para defender interesses das empresas para as quais trabalhou antes. "O sr. Bernardo Figueiredo é um tecnocrata híbrido, defendendo o interesse do setor privado na associação nacional, assinando a concessão e modelando a privatização. Por muito menos este plenário já rejeitou indicações de administradores públicos", disse o senador paranaense.
Apesar de Requião ter sido apoiado por diversos senadores de oposição, a principal justificativa dos governistas para a derrota é a insatisfação da base aliada do governo. Após a votação, o petista Lindbergh Farias (RJ) disse que a votação teve a ver "com tudo, menos com a ANTT". "O governo foi derrotado pela base aliada", disse o senador. Na opinião dele, os aliados mandaram "vários recados" para Dilma e os integrantes do governo. Com informações do portal Terra.