O senador Clésio Andrade (MG) se filiou ontem (19) ao PMDB em Belo Horizonte/MG. O político estava sem partido desde dezembro, quando a Justiça Eleitoral permitiu que ele saísse do PR sem que isso caracterizasse infidelidade partidária. O senador alegou falta de apoio da sigla, justificativa que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) considerou "justa causa".
Segundo a assessoria do senador, participou da cerimônia de filiação de Andrade o vice-presidente Michel Temer, que considerou que o novo colega de partido se tornará um "grande nome nacional do PMDB". Também participaram do evento os senadores Valdir Raupp (RO), Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR), Vital do Rêgo (PB), Waldemir Moka (MS) e Eunício de Oliveira (CE), além do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Com a filiação, a bancada do PMDB no Senado tem 19 membros.
Andrade assumiu em janeiro do ano passado, após a morte de Eliseu Resende (DEM-MG). O senador disse ter sido "tolhido" quando tentava se fortalecer no partido e que foi ameaçado de expulsão por querer participar de decisões sobre a escolha de nomes para ocupar a estrutura dos Transportes, ministério comandado à época pelo PR, uma vez que é presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes).
Em agosto do ano passado, o PR deixou a base aliada ao governo federal após a demissão do então ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Na ocasião, Andrade se posicionou contra a saída da base. A sigla, então, passou a se considerar independente. Na semana passada, os senadores do partido anunciaram que se juntariam à oposição ao governo Dilma Rousseff (PT) e afirmaram que esperavam o mesmo da bancada na Câmara.