O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), defendeu hoje (20) que a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do Cachoeira adote, como primeira medida de trabalho, o pedido de quebra dos sigilos fiscal, bancário e telefônico de todas as pessoas acusadas de envolvimento com o esquema montado pelo empresário de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
“Eu começaria a investigação quebrando os sigilos fiscal, bancário e telefônico de todos aqueles que tiveram qualquer tipo de contato com o Cachoeira, mas essa decisão cabe ao relator [da CPMI]”, disse Maia. Ele voltou a negar interferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Palácio do Planalto na composição ou no andamento da comissão parlamentar de inquérito.
“Nunca fui consultado, ou recomendado, pelo presidente Lula ou pela presidente Dilma. Essa questão que foi levantada, de que há interferência para turbinar ou abafar a CPMI, faz parte da imaginação de alguns", reagiu Maia.
Ontem (19), o PMDB anunciou que o senador Vital do Rego (PB) presidirá a CPMI.