Essa estratégia possui dois efeitos. O primeiro, e mais óbvio, é o de manter-se em evidência para, utilizando-se dos recursos de mídia, continuar “sempre em campanha”. Já o segundo, este acaba sendo convenientemente explorado, inclusive, para postular o mesmo cargo na eleição seguinte.
Vejamos um exemplo: Assim que foi reeleito deputado estadual, em 2006, o ex-prefeito Ari Artuzi já se lançou na disputa da Prefeitura, feito que obteve em 2008, e, ao ser empossado prefeito, já se colocou como candidato a senador. O destino – e a Polícia Federal – interviram para evitar essa ascensão meteórica.
Agora, eleitos deputados federais, três políticos querem ser prefeito de cidades estrategicamente importantes, sobretudo para a própria reeleição: Geraldo Resende em Dourados e Edson Giroto e Reinaldo Azambuja, em Campo Grande.
Por essas coisas que o “destino político” costuma reservar, a dificuldade de Giroto em emplacar a pretensão de ser o nome do PMDB em Campo Grande pode acabar “ajudando” o peemedebista Geraldo em Dourados.
A ascensão política do nome de Reinaldo, pelo PSDB, com a ajuda de muito dinheiro e, por tabela, o barulho do PT do Vander, indicam um segundo turno apertadíssimo nas eleições da capital do Estado.
Esse é o “trunfo” que mantém acesa a candidatura de Geraldo em Dourados, contra a máquina oficial, na esperança de que o governador André Puccinelli, também do PMDB e líder maior da política estadual, lance olhos de solidariedade, ternura e companheirismo para o peemedebista.